A construtora alemã Audi fechou o primeiro trimestre de 2026 com um resultado líquido de 559 milhões de euros. O desempenho financeiro da marca foi penalizado por uma conjuntura externa adversa, marcada pela quebra no volume de vendas e pelo impacto direto das políticas alfandegárias norte-americanas.
Segundo dados avançados pela agência Lusa em Frankfurt, a redução de 11,2% nos lucros reflete os desafios crescentes que o setor automóvel enfrenta no arranque deste ano. Entre os principais fatores apontados para este decréscimo estão as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que encareceram as exportações e comprimiram as margens de lucro num dos mercados mais estratégicos para a fabricante de Ingolstadt.
Além das tensões comerciais, a Audi registou também uma contração na procura global, o que resultou num volume de entregas inferior ao período homólogo do ano passado. Apesar deste cenário de retração, o grupo mantém o seu foco na transição para a mobilidade elétrica, embora os custos operacionais elevados e a pressão fiscal externa continuem a condicionar os resultados imediatos.
Este balanço financeiro surge num momento de reajuste estratégico para as grandes fabricantes europeias, que procuram equilibrar os investimentos em inovação com a instabilidade dos mercados globais e o aumento das barreiras protecionistas.