Lisboa, 07 mai 2026 — Nuno Gomes, o ativista português de 56 anos que integrou a "Flotilha Global Sumud", denunciou ter sido alvo de tortura física e psicológica por parte das forças militares israelitas. Em entrevista à agência Lusa, o antigo paraquedista relatou ter sofrido agressões severas após a embarcação em que seguia ter sido intercetada em águas internacionais.
O incidente ocorreu quando o exército israelita travou a campanha marítima que pretendia entregar ajuda humanitária em Gaza. Nuno Gomes descreveu uma abordagem "muito violenta", com militares a apontarem armas de munições reais e a manterem os tripulantes detidos durante 48 horas sob forte pressão psicológica.
Já em Portugal, o ativista revelou as marcas da detenção, que incluem uma costela fraturada e lesões na coluna. Além das agressões, criticou a atuação do Consulado de Portugal em Creta, classificando de "vergonhosa" a falta de apoio logístico no seu regresso a solo nacional.