(Lusa) - Mais de dois terços das empresas agrícolas a operar no sudoeste alentejano preveem sérias dificuldades na contratação de mão-de-obra para a próxima campanha. De acordo com um estudo divulgado esta quinta-feira, a maioria das organizações do setor aponta as recentes alterações na legislação da imigração como o principal motivo para a escassez de trabalhadores.
O levantamento, realizado na região de Odemira e arredores, revela uma preocupação crescente entre os produtores locais, que dependem historicamente de fluxos migratórios para assegurar a viabilidade das colheitas. Com as novas regras de entrada e permanência em território nacional, o recrutamento tornou-se mais complexo, ameaçando a produtividade de uma das zonas agrícolas mais dinâmicas do país.
Este cenário coloca em alerta as associações do setor, que temem um impacto direto na competitividade das exportações e na sustentabilidade económica das explorações do sudoeste alentejano. O setor aguarda agora possíveis medidas de mitigação ou ajustes que facilitem o acesso a mão-de-obra sazonal, considerada essencial para o sucesso da próxima temporada agrícola.