OEIRAS (Lusa) – Os acionistas do Millennium BCP validaram, em Assembleia Geral realizada esta quinta-feira, a continuidade da atual equipa de liderança para o mandato 2026-2029. Miguel Maya foi confirmado no cargo de presidente executivo (CEO), enquanto Nuno Amado mantém a presidência do Conselho de Administração (chairman), numa decisão que sinaliza estabilidade na gestão do maior banco privado português.
A reunião magna, que decorreu nas instalações do TagusPark e por meios telemáticos, contou com a participação de detentores de 68,53% do capital social. A proposta de continuidade, apresentada pelos dois principais acionistas do banco — o grupo chinês Fosun (20,03%) e a petrolífera angolana Sonangol (19,49%) —, foi aprovada juntamente com a nomeação de Jorge Magalhães Correia e Valter Rui Dias de Barros como vice-presidentes do Conselho de Administração.
Para além das nomeações, os acionistas deram "luz verde" à distribuição de 509,28 milhões de euros em dividendos, o que corresponde a um valor unitário de 0,0344 euros por ação. No plano estratégico, foi também validada uma redução do capital social através da extinção de ações próprias, seguida de um aumento do capital para os 3.000 milhões de euros, medida que visa simplificar a estrutura do balanço da instituição.
A renovação da confiança na gestão de Miguel Maya surge num momento de forte desempenho financeiro para o banco. Na véspera da assembleia, o BCP anunciou lucros de 305,8 milhões de euros relativos ao primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 25,6% face ao período homólogo do ano anterior.