A UGT defendeu esta segunda-feira a importância da Concertação Social como um espaço fundamental de diálogo e compromisso, reagindo indiretamente às recentes declarações do primeiro-ministro. Segundo noticia a agência Lusa, a central sindical liderada por Mário Mourão manifestou o seu desagrado face ao que considera serem ataques que revelam uma falta de aceitação da legítima diferença de posições entre os parceiros sociais.
A posição da central sindical surge na sequência das palavras de Luís Montenegro, que defendeu a necessidade de uma reforma laboral adaptada ao século XXI, apelando a "sindicalistas com arrojo" e criticando o que chamou de estruturas com enquadramentos do século passado. Em comunicado, a UGT sublinhou que o capital de confiança acumulado na Concertação Social ao longo das últimas décadas não deve ser "desperdiçado ou fragilizado" por críticas que ponham em causa o papel dos sindicatos.
A central recorda ainda que o papel deste fórum, que reúne Governo, sindicatos e confederações patronais, não se esgota na legislação laboral e exige que o respeito institucional prevaleça, mesmo perante a ausência de consensos. O clima de tensão entre as partes intensificou-se após o encerramento das negociações sobre a reforma das leis do trabalho, na passada semana, que terminou sem acordo entre o Executivo e a UGT.