(Lusa) - O Governo do Líbano apelou formalmente aos Estados Unidos para que intervenham junto de Israel, com o objetivo de travar os bombardeamentos que continuam a atingir várias regiões do país. Apesar das tréguas em vigor desde 17 de abril, as hostilidades intensificaram-se nos últimos dias, ameaçando o sucesso das negociações diplomáticas agendadas para o final desta semana.
O Presidente libanês, Joseph Aoun, e o Primeiro-Ministro, Nawaf Salam, reuniram-se esta segunda-feira, em encontros separados, com o embaixador norte-americano em Beirute, Michel Issa. As reuniões visam preparar a cimeira prevista para os dias 14 e 15 de maio, em Washington. Durante os encontros, as lideranças libanesas insistiram na necessidade urgente de Washington atuar para consolidar o cessar-fogo e pôr fim à demolição de habitações e às violações persistentes do espaço soberano.
Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde libanês, os ataques israelitas já causaram 2.869 mortos desde o início da guerra, em março. O cenário agravou-se no último fim de semana com a intensificação dos bombardeamentos e a emissão de ordens de evacuação por parte de Israel para nove localidades no sul e no leste do Líbano.
Atualmente, as forças israelitas controlam uma faixa de cerca de 10 quilómetros junto à fronteira e, de acordo com o Primeiro-Ministro Salam, 68 localidades libanesas enfrentam uma situação de ocupação. O conflito, desencadeado após a morte do líder supremo iraniano numa operação israelo-americana em fevereiro, continua a registar baixas de ambos os lados, com o exército de Israel a confirmar também a morte de mais um soldado em combate no último domingo.