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Governo faz “esforço final” para fechar acordo coletivo com enfermeiros
Publicado em 15/05/2026 14:26
Nacional
@Lusa

15 de maio de 2026 (Lusa) — O Ministério da Saúde está empenhado em realizar um "esforço final" ao longo das próximas semanas com o objetivo de assinar um acordo coletivo de trabalho com os enfermeiros. O anúncio foi feito pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, que sublinhou a urgência de garantir visibilidade e previsibilidade à carreira destes profissionais.

Durante a sessão de abertura do VII Congresso dos Enfermeiros, que decorreu no Pavilhão Multiusos de Gondomar, no distrito do Porto, o chefe do Executivo instou a equipa liderada pela ministra Ana Paula Martins a dar o passo extra necessário para colocar o Governo na vanguarda do apoio à classe. Montenegro lembrou que, dos 11 protocolos já celebrados pelo seu executivo com profissionais do setor, o primeiro foi precisamente com os enfermeiros, representando uma evolução salarial positiva, embora reconheça que ainda não é suficiente.

Acompanhado pela ministra da Saúde e pelo diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, Luís Montenegro defendeu que a melhoria das condições de trabalho e das remunerações não é "nenhum favor", mas sim uma forma de salvaguardar o interesse público e reter talentos num sistema de saúde que se quer mais eficiente. Na mesma ocasião, o governante foi condecorado com a medalha de ouro da Ordem dos Enfermeiros pelo bastonário Luís Filipe Barreira, um gesto que agradeceu como um reconhecimento da capacidade de diálogo do seu Executivo.

O Primeiro-Ministro aproveitou ainda o evento para revelar dados inéditos sobre a atividade assistencial do primeiro trimestre de 2026. Segundo Montenegro, o número de consultas asseguradas por enfermeiros nos cuidados de saúde primários registou um crescimento homólogo de 21% nos primeiros três meses do ano, o que demonstra a forte confiança que os utentes depositam nestes profissionais. A par disso, destacou o processo em curso de integração das escolas de enfermagem nas Universidades do Porto, Coimbra e Lisboa como um pilar essencial para a valorização académica e estatutária da profissão.

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