MENU
Nuno Melo garante haver combustível para missões militares nas Lajes
Publicado em 17/05/2026 13:46
Nacional
Foto:José Sena Goulão

Alcobaça, 17 mai 2026 (Lusa) — O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, assegurou este domingo que a prontidão e o abastecimento das aeronaves militares na Base das Lajes, nos Açores, não sofrem qualquer perturbação, face ao problema com o combustível que afetou a aerogare civil daquela infraestrutura na ilha Terceira.

"Na dimensão da minha área de tutela, ou seja, no que tem a ver com os combustíveis necessários às operações militares, não há qualquer problema, os combustíveis existem", clarificou o governante em Alcobaça, no distrito de Leiria, onde decorre o congresso nacional do CDS-PP. Nuno Melo escusou-se, contudo, a comentar as falhas no setor civil, remetendo esclarecimentos para os ministérios competentes.

O caso foi avançado no sábado pela CNN Portugal, que noticiou a impossibilidade de reabastecer voos civis nas Lajes durante a próxima semana. De acordo com as últimas informações prestadas à Lusa pelo diretor da Aerogare Civil das Lajes, Vítor Pereira, a situação deve-se ao facto de o combustível recebido não ter superado os testes de qualidade e segurança da Galp. O responsável negou o cenário de contaminação e frisou que as reservas existentes garantem a manutenção da atividade aérea programada.

Apesar das garantias técnicas, o Bloco de Esquerda (BE) dos Açores classificou o episódio como "extremamente grave" e exigiu explicações imediatas aos governos Regional e da República. A estrutura partidária manifestou forte preocupação com a segurança operacional da base e com o impacto real no transporte de mercadorias e de passageiros, nomeadamente nas ligações operadas pela TAP e pela SATA.

Em comunicado assinado pela liderança de António Lima, os bloquistas destacaram que apenas os voos de emergência têm o abastecimento assegurado no canal civil, enquanto a frota militar dos Estados Unidos permanece imune por utilizar redes logísticas e de armazenamento independentes.

O BE pretende agora ver esclarecido se o problema está circunscrito a apenas um reservatório, se há riscos para as missões de busca, salvamento e evacuação médica da Força Aérea Portuguesa, e se existiram falhas na fiscalização ou manutenção do produto. O partido já anunciou que vai avançar com iniciativas parlamentares para apurar responsabilidades e exigir total transparência em prol dos cidadãos açorianos.

Comentários