Nova Iorque — O preço do barril de petróleo Brent, a referência para o mercado europeu, encerrou a sessão desta segunda-feira em baixa de 1%, fixando-se nos 108,17 dólares. A inversão de tendência nos mercados energéticos seguiu-se às mais recentes declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou o Irão com novas ofensivas militares caso não se verifiquem avanços diplomáticos de curto prazo. De acordo com os dados setoriais divulgados pela Agência Lusa, a instabilidade geopolítica voltou a ditar o ritmo das negociações financeiras no arranque da semana.
A tendência de queda fez-se sentir de forma ainda mais acentuada no mercado norte-americano, onde o West Texas Intermediate (WTI) derrapou 2,29%, recuando para os 103,01 dólares por barril. Ao meio-dia (hora de Lisboa), os contratos de futuros do WTI com entrega agendada para o mês de junho registavam já uma perda de 2,41 dólares face ao fecho da sessão anterior. Os analistas justificam este cenário de pessimismo generalizado com o prolongamento do conflito no Irão e com o impasse contínuo na reabertura do Estreito de Ormuz, uma infraestrutura marítima vital por onde circulava uma fatia substancial do abastecimento global de crude antes do início das hostilidades.
O reacendimento da tensão ocorre após um aviso público emitido por Donald Trump na sua plataforma Truth Social, no qual alertou Teerão de que o prazo para a obtenção de um acordo definitivo de cessar-fogo está prestes a expirar. Embora o chefe de Estado norte-americano tenha prorrogado o período de tréguas por tempo indeterminado para viabilizar as conversações, a ausência de progressos concretos na recente cimeira com o homólogo chinês, Xi Jinping, acabou por acentuar a volatilidade dos preços internacionais e a desconfiança dos investidores relativamente à estabilidade no Médio Oriente.