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Montenegro “não pode exigir” ao Chega para viabilizar reformas “más para o país”
Publicado em 19/05/2026 12:30
Nacional
Foto:Paulo Novais

Viseu, 19 mai 2026 (Lusa) — O líder do Chega, André Ventura, afirmou esta terça-feira que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "não pode pedir" ao seu partido que viabilize reformas estruturais que considera prejudiciais para Portugal. À margem das jornadas parlamentares do Chega, em Viseu, Ventura respondeu às recentes declarações do chefe do Executivo, defendendo que o Governo será avaliado tanto pelas medidas que implementou como pelas que deixou por realizar.

A reação surge na sequência da moção de estratégia de Luís Montenegro para o PSD, onde o primeiro-ministro garantiu manter o compromisso de não formar governo com o Chega ou com o PS, embora tenha criticado os partidos que travam a modernização do Estado no Parlamento. André Ventura desvalorizou a posição do líder social-democrata e acusou o Executivo de tentar "vítimizar-se" através de propostas que, segundo o Chega, retiram rendimentos a quem trabalha e aumentam a confusão legislativa em vez de combater a corrupção.

O principal foco de tensão imediata entre os dois partidos é a nova lei de organização do Tribunal de Contas, que vai a debate no parlamento esta quarta-feira. O Chega já anunciou que votará contra a iniciativa caso o Governo insista no fim do visto prévio para contratos públicos. Montenegro, por sua vez, acusou os partidos da oposição de terem "medo" das reformas reais e de recuarem no momento das decisões operacionais.

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