Lisboa, 19 mai 2026 (Lusa) — Os trabalhadores da Carris e da Carristur decidiram aderir à greve geral convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 3 de junho. Segundo avançou Manuel Leal, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), a paralisação — que contesta o novo pacote laboral aprovado pelo Governo — recebeu a aprovação unânime de todas as estruturas sindicais representativas das duas empresas num plenário realizado na segunda-feira. O respetivo pré-aviso de greve já foi formalmente entregue.
Além da adesão ao protesto nacional, o plenário que decorreu na estação de Miraflores serviu para os trabalhadores definirem uma proposta unificada de negociação salarial a enviar à administração da Carris. O caderno reivindicativo exige atualizações salariais e um subsídio de refeição que não fiquem abaixo dos valores do ano passado, fixados em 70 euros e 82 cêntimos por dia, respetivamente. Face a este impasse, os sindicatos solicitaram uma reunião urgente com a administração da transportadora rodoviária e pretendem também ser recebidos pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, uma vez que a empresa é tutelada pela autarquia.
A contestação surge numa altura em que o Conselho de Administração tinha apresentado, em março, uma proposta de atualização plurianual a quatro anos indexada à inflação, acrescida de 1%. A greve de dia 3 de junho insere-se num protesto mais amplo à escala nacional, convocado pela CGTP-IN após o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ter dado por encerradas as negociações na Concertação Social sem conseguir alcançar um acordo com os parceiros sociais.