Moscovo — O espaço aéreo sobre a Rússia e a Ucrânia foi palco de uma vaga massiva de ataques recíprocos com recurso a veículos aéreos não tripulados. O Ministério da Defesa de Moscovo anunciou a destruição de 348 aparelhos ucranianos, ao passo que a Força Aérea de Kiev reivindicou a neutralização de mais de uma centena de drones russos. O balanço destas operações militares noturnas foi detalhado pela Agência Lusa.
Do lado russo, o departamento governamental explicou que a contraofensiva aérea abrangeu 14 províncias distintas, além de ter envolvido operações de vigilância e interceção sobre as águas do Mar Negro e do Mar de Azov. A intensidade da incursão ucraniana acabou por perturbar as ligações civis, forçando à interrupção momentânea do tráfego aéreo em diversas infraestruturas aeroportuárias. Adicionalmente, as chefias locais da região fronteiriça de Kursk reportaram que, nas últimas horas, as defesas locais travaram mais de uma centena de investidas que resultaram em falhas no abastecimento elétrico da população.
Em contrapartida, as autoridades militares ucranianas recorreram às redes sociais para fazer o balanço do bombardeamento sofrido nas regiões do sul, norte e leste do país. De acordo com o comunicado emitido pela Força Aérea da Ucrânia, as forças invasoras russas lançaram um total de 124 drones de ataque, tendo os sistemas defensivos conseguido abater ou inutilizar 102 desses dispositivos.
Kiev adiantou que a operação de resposta envolveu de forma coordenada a aviação, sistemas de mísseis antiaéreos, brigadas móveis e táticas de guerra eletrónica. Apesar da eficácia das defesas, o exército ucraniano confirmou que se registaram pelo menos 12 impactos diretos em nove zonas distintas do território, somando-se ainda danos colaterais provocados pela queda de destroços em mais cinco localidades.