Porto, 02 jun 2026 (Lusa) – O primeiro-ministro, Luís Montenegro, mostrou-se esta terça-feira convicto de que a “grande maioria” dos trabalhadores irá comparecer ao trabalho na quarta-feira, dia da greve geral convocada contra as alterações à legislação laboral.
À entrada para uma conferência no Porto, o chefe do Governo afirmou não ter dados sobre a adesão à paralisação, mas manifestou a expectativa de que a maioria dos portugueses que trabalha mantenha a sua atividade normal.
Montenegro considerou que, em situações deste tipo, uma minoria pode condicionar a maioria, manifestando a esperança de que tal não aconteça durante a greve.
O primeiro-ministro sublinhou ainda o respeito pelo direito à greve, bem como pelo direito de quem opta por trabalhar, estudar ou recorrer a serviços de saúde durante o dia de paralisação.
À chegada ao evento, Montenegro foi recebido por cerca de 20 manifestantes, que associou a militantes da CGTP, referindo que têm marcado presença recorrente nas suas deslocações públicas.
A greve geral foi convocada pela CGTP em protesto contra a proposta de revisão da legislação laboral, entretanto aprovada em Conselho de Ministros e enviada para discussão no Parlamento, após o fim das negociações em Concertação Social sem acordo.