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Peruanos vão às votações no domingo para a segunda volta das presidenciais
Keiko Fujimori lidera as sondagens num duelo entre direita e esquerda que definirá o rumo do país até 2031, após uma década marcada por forte instabilidade.
Por Redação
Publicado em 05/06/2026 08:24
International
@Lusa

Lima, 05 jun 2026 (Lusa) — Mais de 27 milhões de eleitores no Peru deslocam-se este domingo aos centros de voto para escolher o próximo Chefe de Estado. A disputa eleitoral coloca frente a frente a candidata de direita Keiko Fujimori e o representante de esquerda Roberto Sánchez, num ambiente político desgastado por sucessivas crises institucionais que resultaram em oito presidentes diferentes ao longo dos últimos dez anos.

De acordo com as projeções mais recentes, a líder do partido Força Popular, Keiko Fujimori, parte em vantagem com 36% das intenções de voto, face aos 30% registados por Roberto Sánchez, que concorre pela força política Juntos pelo Peru. Os dados oficiais da primeira volta, realizada a 12 de abril e cuja contagem minuciosa se arrastou por mais de um mês, confirmaram o primeiro lugar de Fujimori com 17,18% dos sufrágios, seguida de perto por Sánchez com 12,03%. O elevado descontentamento da população com os líderes partidários refletiu-se num número recorde de votos brancos e nulos, que superou os 3,4 milhões — uma fasquia mais alta do que a votação obtida por qualquer um dos 35 candidatos iniciais.

Este sufrágio repete o cenário ideológico de 2021, opondo a herdeira política do antigo Presidente Alberto Fujimori a um aliado de Pedro Castillo, o ex-Presidente deposto e detido em 2022. O mandato do vencedor estender-se-á até 2031, tendo como principais desafios a resposta à escalada da criminalidade — apontada pelos cidadãos como a maior preocupação atual — e a pacificação social de um país fortemente marcado pela repressão policial após a destituição de Castillo e a subsequente destituição parlamentar de Dina Boluarte em outubro de 2025. O processo eleitoral deste domingo contará com a monitorização internacional de comitivas de observadores enviadas pela União Europeia e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

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