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Cabaz de bens essenciais volta a encarecer e atinge os 259 euros
Após três semanas consecutivas em queda, a cesta de compras monitorizada pela Deco Proteste subiu quase dois euros em apenas sete dias.
Por Redação
Publicado em 05/06/2026 16:25
Economia
Foto:José Coelho / Lusa

Lisboa, 05 jun 2026 — Fazer compras no supermercado ficou mais caro na última semana. De acordo com a mais recente análise da Deco Proteste, o conjunto de 63 alimentos essenciais — que junta carne, peixe, laticínios, mercearia, congelados, frutas e hortícolas — inverteu a tendência de alívio que se registava há quase um mês e fixou-se nos 259,31 euros, o que representa um acréscimo de 1,97 euros face à semana anterior.

Apesar deste agravamento semanal, os dados da associação de defesa do consumidor mostram que o cabaz está 17,48 euros mais barato (uma redução de 7,23%) do que no arranque de 2026. Contudo, a perspetiva a longo prazo expõe o peso da inflação no orçamento das famílias: há precisamente um ano, esta mesma lista de compras custava menos 19,96 euros e, no início de 2022, era possível adquirir exatamente os mesmos produtos poupando uns significativos 75,68 euros (uma subida acumulada de 41,21%).

Ao analisar os produtos que mais encareceram entre 27 de maio e 3 de junho, a Deco Proteste destaca o atum em posta em óleo vegetal, que disparou 28% (mais 37 cêntimos), a farinha para bolos, com uma subida de 17% (mais 27 cêntimos), e a massa esparguete, que aumentou 16% (mais 17 cêntimos). Numa comparação homóloga com o período homólogo de 2025, o carapau (6,12 €/kg), o tomate chucha (2,80 €/kg) e os brócolos (3,29 €/kg) registaram os maiores saltos no preço. Já no histórico global desde janeiro de 2022, a carne de novilho para cozer (que mais do que duplicou para 13,08 €/kg), os ovos e o bacalhau graúdo continuam a liderar a lista de maiores aumentos.

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