Pequim, 12 jun 2026 (Lusa) — A Alibaba apresentou uma proposta de 1.500 milhões de dólares, equivalente a cerca de 1.296 milhões de euros, para adquirir a plataforma chinesa de entregas ao domicílio Pupu, numa operação que poderá reforçar a posição do grupo num dos segmentos mais competitivos do comércio eletrónico na China.
Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, a oferta da empresa sediada em Hangzhou supera largamente a apresentada pela Sun Art, antiga subsidiária da Alibaba atualmente apoiada pelo fundo DCP Capital, que terá colocado em cima da mesa cerca de 600 milhões de dólares.
A investida da Alibaba surge num contexto de forte disputa entre os principais operadores do comércio eletrónico chinês, com grupos como a Alibaba, a JD.com e a Meituan a procurarem consolidar posições num mercado cada vez mais competitivo.
O setor das entregas rápidas de produtos alimentares e de supermercado continua a apresentar potencial de crescimento, sendo apontado como uma das áreas com maior margem para aumentar a utilização dos serviços digitais entre os consumidores chineses.
A Pupu é uma das poucas plataformas independentes que ainda permanecem fora das mãos dos grandes grupos tecnológicos. A empresa concentra a sua atividade sobretudo nas regiões centro e sul da China e regista receitas anuais na ordem dos 4.430 milhões de dólares, cerca de 3.827 milhões de euros.
Nos últimos anos, este mercado tem sido marcado por intensas guerras de preços, levando as empresas a procurarem ganhos de escala através de processos de consolidação. No entanto, especialistas alertam que estas operações podem concentrar ainda mais poder num número reduzido de plataformas, num momento em que as autoridades chinesas procuram promover uma maior concorrência.
A eventual compra da Pupu poderá ainda ficar dependente da aprovação dos reguladores chineses, tal como acontece com a aquisição da Dingdong pela Meituan, anunciada este ano e ainda sujeita ao aval das autoridades.