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Erosão em Angeiras agrava-se e leva Câmara a exigir resposta do Governo
Luísa Salgueiro alerta para perda de areia e risco para os tanques romanos de salga.
Por Redação
Publicado em 13/06/2026 11:17 • Atualizado 13/06/2026 11:26
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“Praia de Angeiras, em Matosinhos, com erosão costeira e perda de areal, segundo a autarquia.” / Foto:Câmara Municipal de Matosinhos

A Câmara Municipal de Matosinhos exige uma resposta urgente do Governo para travar a erosão na praia de Angeiras.

Segundo a autarquia, a situação tem vindo a agravar-se nos últimos anos, com perda significativa de areia e impactos na utilização balnear e na preservação do património arqueológico existente.

A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, aponta a construção do quebra-mar do Portinho de Angeiras como um dos fatores associados às alterações no comportamento da areia, com acumulação a norte e erosão a sul.

De acordo com a autarquia, têm sido feitos vários alertas ao Governo desde 2022, sem que tenha sido encontrada uma solução concreta. A Câmara contesta ainda a posição da Direção-Geral dos Recursos Marítimos, que não reconhece uma relação direta entre a obra e a erosão costeira.

A autarquia baseia a sua posição num estudo realizado pelo investigador Renato Henriques, da Universidade do Minho, que aponta para uma possível ligação entre a intervenção e a perda de areia na praia.

A erosão está também a expor e a colocar em risco os tanques romanos de salga, vestígios arqueológicos da ocupação romana na região.

A Câmara de Matosinhos apela ao Governo para uma intervenção urgente, defendendo que a reposição de areia deve ser realizada ainda durante a atual época balnear.

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