A Câmara Municipal de Matosinhos exige uma resposta urgente do Governo para travar a erosão na praia de Angeiras.
Segundo a autarquia, a situação tem vindo a agravar-se nos últimos anos, com perda significativa de areia e impactos na utilização balnear e na preservação do património arqueológico existente.
A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, aponta a construção do quebra-mar do Portinho de Angeiras como um dos fatores associados às alterações no comportamento da areia, com acumulação a norte e erosão a sul.
De acordo com a autarquia, têm sido feitos vários alertas ao Governo desde 2022, sem que tenha sido encontrada uma solução concreta. A Câmara contesta ainda a posição da Direção-Geral dos Recursos Marítimos, que não reconhece uma relação direta entre a obra e a erosão costeira.
A autarquia baseia a sua posição num estudo realizado pelo investigador Renato Henriques, da Universidade do Minho, que aponta para uma possível ligação entre a intervenção e a perda de areia na praia.
A erosão está também a expor e a colocar em risco os tanques romanos de salga, vestígios arqueológicos da ocupação romana na região.
A Câmara de Matosinhos apela ao Governo para uma intervenção urgente, defendendo que a reposição de areia deve ser realizada ainda durante a atual época balnear.