Londres, 15 jun 2026 (Lusa) — As cotações internacionais do petróleo registaram uma queda acentuada superior a 5% na manhã desta segunda-feira. O forte alívio nos mercados surge na sequência do anúncio de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, focado no fim das hostilidades militares no Médio Oriente e na desmobilização do bloqueio que afetava o Estreito de Ormuz.
As perspetivas de estabilização geopolítica e o consequente retorno do abastecimento regular de crude ditaram uma forte correção nos principais indicadores de referência. Na Europa, o barril de petróleo Brent para entrega em agosto recuou 5,07%, fixando-se nos 82,90 dólares. Do mesmo modo, do outro lado do Atlântico, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em julho — referência para o mercado norte-americano — cedeu 5,24%, passando a negociar nos 80,43 dólares.
A tendência de desvalorização estendeu-se também ao setor energético. No mercado TTF dos Países Baixos, que serve de barómetro para o continente europeu, os contratos de gás natural para julho caíram 5,88%, situando-se nos 44,034 euros por megawatt-hora (MWh).
O conflito militar, que teve início a 28 de fevereiro após uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano, tinha gerado fortes perturbações e volatilidade nas cadeias de distribuição globais de energia. A nova plataforma de entendimento, que abrange também a cessação dos combates na frente do Líbano, garante agora uma lufada de ar fresco para a economia global.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viaja hoje para França para marcar presença na Cimeira do G7, que decorre na estância de Évian, junto à fronteira suíça. Este encontro anual assume-se como a primeira reunião presencial entre as sete maiores economias do mundo desde o rebentamento da crise no Médio Oriente.
À margem dos painéis principais, Trump pretende aproveitar o fórum diplomático para limar as arestas e fechar os pormenores técnicos do plano de paz com Teerão. Contudo, os trabalhos na cimeira não deverão contar com a participação do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nem do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salmán.