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Irão: PR afirma que acordo é “sinal claro” de que negociação e respeito são os caminhos mais eficazes
António José Seguro reafirmou “a convicção de que os desafios internacionais devem ser enfrentados através de soluções políticas e diplomáticas” e rejeitou “a escalada da confrontação”.
Por Redação
Publicado em 15/06/2026 19:15
Nacional
@Lusa

Lisboa, 15 jun 2026 (Lusa) — O Presidente da República, António José Seguro, apontou hoje o recente entendimento entre os Estados Unidos e o Irão como uma prova de que o diálogo, o compromisso e o respeito mútuo continuam a ser as ferramentas mais eficientes para garantir a segurança e a paz à escala global.

As declarações foram proferidas durante o encerramento da Grande Conferência Anual do Diário de Notícias, em Lisboa. O chefe de Estado português aproveitou o momento para reforçar a posição que já tinha transmitido de manhã através de uma nota oficial da Presidência da República, aplaudindo o pacto e defendendo que os diferendos entre nações devem ser solucionados por vias pacíficas.

"Num momento marcado por elevadas tensões geopolíticas, este entendimento representa um sinal claro de que a negociação, o compromisso e o respeito mútuo continuam a ser os caminhos mais eficazes para promover a estabilidade, a segurança e a paz entre os povos", sublinhou o Presidente. Seguro rejeitou de forma clara a "escalada da confrontação" e vincou que o posicionamento de Portugal se manterá firme no apoio ao multilateralismo, à cooperação e ao cumprimento do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, deixando ainda um agradecimento público aos países mediadores do processo.

O acordo-quadro, que visa colocar um ponto final nas hostilidades, já foi assinado por via eletrónica pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Segundo fontes da administração norte-americana, Trump fez questão de assinar pessoalmente o documento para demonstrar o seu envolvimento direto no processo.

O compromisso estipula o fim imediato das operações militares e abre a porta a negociações sobre questões estratégicas, incluindo o programa nuclear iraniano. Um dos impactos mais imediatos e práticos deste acordo, anunciado no domingo, será a reabertura total do estratégico Estreito de Ormuz, agendada para a próxima sexta-feira, data em que o documento deverá ser formalmente ratificado pelas duas partes numa cerimónia oficial em Genebra.

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