Lisboa, 15 jun 2026 (Lusa) — O Metropolitano de Lisboa (ML) apresentou esta segunda-feira a sua nova esmeriladora de carris, um equipamento essencial para a conservação das linhas que vem substituir a anterior máquina, em funcionamento desde 1976. A aquisição do aparelho representou um investimento na ordem dos oito milhões de euros.
A cerimónia oficial de apresentação da máquina, batizada como "Esmeralda", decorreu no Parque de Material e Oficinas das Calvanas, na capital, e contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
De acordo com os responsáveis da empresa de transporte público, a nova tecnologia desempenhará uma função crucial na manutenção preventiva das vias. A sua missão principal passa por limar e retificar o desgaste natural das linhas férreas que é provocado pela passagem diária das carruagens.
A presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, explicou o caráter invisível mas vital deste trabalho. "É um equipamento que a maioria dos nossos passageiros dificilmente verá. Trabalha fora do horário de exploração, enquanto a rede está encerrada, para não interferir com o serviço comercial", clarificou. A gestora realçou ainda que o verdadeiro impacto da máquina se traduz no quotidiano dos utentes através da melhoria dos níveis de "segurança, fiabilidade e conforto".
O plano técnico desenhado pelo ML prevê que a intervenção integral de esmerilagem em toda a extensão da rede atual demore cerca de 24 meses. Os trabalhos serão agendados de forma gradual, tendo em conta as necessidades geométricas das linhas e o fluxo de circulação de cada troço.
Presente no evento, o ministro Miguel Pinto Luz focou o seu discurso na necessidade de agilizar os processos públicos, defendendo que Portugal tem urgentemente de ultrapassar aquilo que classificou como uma "excessiva burocracia" e as "entropias artificiais" que atrasam o investimento.
O governante enquadrou a chegada da "Esmeralda" num pacote financeiro mais vasto de modernização que está a ser aplicado na empresa, o qual inclui o alargamento das linhas, a renovação das carruagens e a atualização profunda dos sistemas de sinalização ferroviária e de segurança.