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Hamas espera que pacto entre EUA e Irão trave ofensiva israelita em Gaza
Grupo islamita saúda entendimento diplomático, mas avisa que a estabilidade regional só será plena com o fim da ocupação e das violações dos direitos palestinianos.
Por Redação
Publicado em 16/06/2026 08:38
International
@Lusa

Gaza, Palestina, 16 jun 2026 (Lusa) — O movimento islamita Hamas reagiu com otimismo ao recente acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão. Através de um comunicado oficial, o grupo palestiniano expressou o desejo de que este entendimento bilateral funcione como um motor para a pacificação da região e, acima de tudo, resulte na interrupção imediata das operações militares de Israel na Faixa de Gaza.

No documento divulgado, o Hamas manifestou a esperança de que o pacto tenha repercussões favoráveis em vários tabuleiros do Médio Oriente, destacando a urgência de travar o que apelidou de "agressão sionista" em Gaza, bem como as incursões e quebras de soberania recorrentes em território libanês. O grupo vincou, contudo, que a segurança na região permanecerá refém enquanto Israel mantiver a atual estratégia de guerra, sublinhando o impacto do conflito na fome, submissão e deslocação forçada das populações locais. Para o movimento, uma paz duradoura exige que se ataquem as causas profundas do problema, apontando diretamente o dedo à ocupação israelita e à privação dos direitos fundamentais dos palestinianos.

As reações surgem numa altura em que se limam as arestas para a formalização do tratado. De acordo com as informações avançadas pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, o pacto de cessação de hostilidades — validado por via digital no passado domingo — será assinado presencialmente na Suíça já na próxima sexta-feira. Este passo serve também como ponto de partida para um processo de conversações sobre o dossier nuclear iraniano, que as autoridades antecipam ser demorado.

Embora a Casa Branca mantenha alguma reserva sobre os contornos das negociações, fontes governamentais de Teerão indicam que o acordo prevê que Washington viabilize a libertação de cerca de 12 mil milhões de dólares pertencentes ao Irão, que se encontram retidos em instituições bancárias internacionais. A par disso, o governo iraniano reclama ter recebido luz verde para retomar a comercialização sem restrições do seu petróleo no mercado global.

O conteúdo integral do documento, que visa estabilizar a região e assegurar a reabertura da rota marítima do estreito de Ormuz, deverá ser oficialmente partilhado com o público nas próximas 24 a 48 horas, conforme avançou um alto quadro da administração liderada por Donald Trump.

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