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Leitão Amaro "ataca" liderança do PS: “Os portugueses vão perguntar para que serve o partido”
Ministro da Presidência diz que o Executivo não tem parceiros preferenciais e desafia a liderança de José Luís Carneiro a abandonar a postura de bloqueio para o bem dos portugueses.
Por Redação
Publicado em 18/06/2026 16:47
Nacional
@Lusa

Lisboa, 18 de junho de 2026 (Lusa) — O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, criticou hoje a postura do Partido Socialista (PS) no atual cenário político, afirmando que os socialistas se encontram "numa fase do contra e de empata". Numa conferência de imprensa realizada após a reunião do Conselho de Ministros, o governante assegurou que o Executivo mantém a sua estratégia de dialogar com todas as forças políticas, sem estabelecer "parceiros preferenciais" na hora de negociar diplomas legais.

Aproveitando o recente arranque da seleção nacional no Mundial de futebol, Leitão Amaro recorreu à ironia desportiva para classificar a atual atitude da oposição. "Esta fase do contra e a fase do empate nós esperamos que não dura muito para ninguém. Não é só no campo de futebol que não queremos empates. Esperemos que passe e que volte à disponibilidade", atirou o ministro, manifestando a esperança de que o maior partido da oposição regresse à mesa das negociações.

O ministro da Presidência deixou ainda um aviso, considerando que, se o PS mantiver a atual indisponibilidade para construir pontes e aproximações, os cidadãos vão começar a questionar a verdadeira utilidade do partido no Parlamento. "Se não contribui, se não quer sair do mesmo sítio, se não está disponível para aproximar...", apontou.

No encerramento da sua intervenção, o governante inverteu o foco do debate, salientando que a abertura do Executivo de Luís Montenegro é total e permanente, cabendo agora a decisão ao líder dos socialistas. Para Leitão Amaro, a grande dúvida reside em perceber o que motivou o PS, agora liderado por José Luís Carneiro, a adotar uma postura de bloqueio institucional que recusa participar nas soluções de que os portugueses necessitam.

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