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Ano de 2025 marca o fim do período em que CGD teve lucros acima da Revolut
O presidente do banco público, Paulo Macedo, antecipa a ultrapassagem definitiva por parte da plataforma digital global e defende a necessidade de contínua adaptação no setor financeiro.
Por Redação
Publicado em 18/06/2026 17:46
Economia
@Lusa

Lisboa, 18 de junho de 2026 (Lusa) — O presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, admitiu hoje que o exercício financeiro de 2025 terá representado o último momento histórico em que a instituição bancária estatal registou resultados líquidos superiores aos da Revolut, a conhecida operadora bancária digital com atividade à escala mundial.

Durante a sua intervenção num almoço-debate organizado pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), em Lisboa, o gestor anteviu que a liderança da CGD face a este concorrente digital não voltará a repetir-se. Apesar do cenário de mudança, Paulo Macedo aproveitou o encontro para enaltecer o desempenho recente do banco público, estimando que o volume de novos contratos de crédito à habitação possa atingir os 700 milhões de euros no corrente mês, um indicador que classificou como muito expressivo.

O líder da CGD aproveitou para deixar um aviso ao setor, sustentando que os momentos de prosperidade e de resultados positivos são precisamente aqueles em que as organizações devem promover transformações internas e manter uma postura de inquietação estratégica para evitar a perda de competitividade. Sobre a missão da instituição, o antigo governante lembrou que o papel da Caixa passa por rentabilizar o capital injetado pelo Estado, recusando a perspetiva de que o banco público deva apresentar margens de lucro reduzidas ou assumir créditos de elevado risco rejeitados pela concorrência.

Macedo exemplificou que um lucro hipotético de 200 milhões de euros representaria uma rentabilidade inferior a 2% face aos 11 mil milhões de euros de capital investido no banco, tornando o investimento menos atrativo do que os próprios certificados de aforro. Recorde-se que, no ano transato, a CGD alcançou um resultado líquido histórico de 1.900 milhões de euros. Embora considere improvável a duplicação desses valores recorde, a administração mantém a meta de assegurar lucros anuais consolidados acima da fasquia dos 1.000 milhões de euros no futuro próximo.

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