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Paulo Raimundo diz que “próximo desafio” dos trabalhadores é lutar pelo aumento geral dos salários
Após a rejeição da reforma laboral do Governo no Parlamento, o líder do PCP defende que a prioridade deve centrar-se na valorização dos rendimentos e no combate ao custo de vida.
Por Redação
Publicado em 21/06/2026 01:21
Nacional
@Lusa

Gouveia, Guarda, 20 de junho de 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, defendeu este sábado, em Gouveia, que a meta imediata da classe trabalhadora deve passar pela exigência de uma subida generalizada dos ordenados, capitalizando o recente chumbo parlamentar da proposta laboral do Executivo.

"Dentro do possível, é preciso que esta vitória, esta força imensa, siga o caminho no sentido que se impõe, porque não foi apenas o pacote laboral que foi derrotado, foi derrotado um projeto, uma conceção, uma ideia de explorar ainda mais os trabalhadores", sustentou o líder comunista em declarações à agência Lusa, à margem do encerramento da 11ª Assembleia da Organização Regional da Guarda do PCP.

Na ótica de Paulo Raimundo, o projeto governamental não fazia qualquer sentido perante o cenário de fragilidade socioeconómica que os portugueses já enfrentam no seu quotidiano. O dirigente partidário sublinhou que o país não necessitava de mais instabilidade contratual nem do fomento de falsos recibos verdes, mas sim da erradicação dessas práticas, rejeitando também qualquer pressão que vise estagnar as remunerações.

Quando questionado sobre os passos seguintes do PCP após o desfecho da votação no hemiciclo, o secretário-geral reiterou que a prioridade absoluta se desloca agora para a remuneração dos trabalhadores. "Em função da realidade que vivemos, do aumento do custo de vida, desta loucura dos preços das habitações, dos preços dos alimentos, a primeira grande prioridade é o aumento geral dos salários, ou até o aumento intercalado dos salários. Este é o grande objetivo", detalhou.

O líder dos comunistas acrescentou que, se a mobilização social que travou as alterações à lei laboral se focar agora nesta matéria, haverá condições efetivas para forçar a subida dos rendimentos. Paulo Raimundo recordou ainda que o código do trabalho em vigor já integra normas bastante prejudiciais que urge revogar, garantindo que o PCP estará na linha da frente caso a massa laboral se mantenha coesa e firme nas reivindicações de progresso social.

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