Os tempos de espera para atendimento nas urgências hospitalares registaram um novo agravamento em vários pontos de Portugal, com doentes em situação considerada grave (referenciados com pulseira amarela na Triagem de Manchester) a aguardar mais de 11 horas para passar por consulta médica.
A sobrelotação voltou a sentir-se com maior intensidade nos grandes centros urbanos e nas urgências de especialidades críticas, como a Pediatria, Ginecologia/Obstetrícia e Medicina Interna. Em diversas unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a procura muito acima da capacidade instalada levou ao esgotamento das salas de espera e a atrasos significativos mesmo para casos que exigem resposta rápida.
Fatores de Pressão no Sistema
Entre os principais motivos apontados para este pico de afluência estão:
Falta de profissionais: Escassez recorrente de médicos e enfermeiros para preencher as escalas de urgência, levando por vezes ao fecho temporário ou condicionado de alguns serviços.
Uso indevido das urgências: Uma percentagem elevada de utentes continua a recorrer às urgências hospitalares para situações não urgentes (pulseiras azuis e verdes), em parte devido à dificuldade de acesso a consultas nos Cuidados de Saúde Primários (centros de saúde).Picos sazonais de doença: O aumento de infeções respiratórias e o agravamento de doenças crónicas em populações mais idosas e vulneráveis.
Recomendação das Autoridades de Saúde:
Antes de se deslocar a um hospital, utilize sempre a linha SNS 24 (808 24 24 24). O contacto prévio permite obter encaminhamento adequado para o centro de saúde mais próximo ou para a urgência hospitalar correta, garantindo maior rapidez e eficiência no atendimento.
Fonte- Lusa