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Ventura ameaça "vetar" Prestação Social Única se não condicionar acesso de imigrantes a apoios
Líder do Chega exige que novos subsídios da Segurança Social fiquem dependentes de descontos prévios, avisando que o modelo atual pode levar o sistema à falência.
Por Redação
Publicado em 23/06/2026 14:41 • Atualizado 23/06/2026 16:18
Nacional
@Lusa

Lisboa, 23 jun 2026(Lusa) — O líder do Chega, André Ventura, ameaçou esta terça-feira rejeitar a criação da Prestação Social Única (PSU) caso o Governo não aceite aplicar restrições no acesso a apoios sociais por parte de cidadãos imigrantes que ainda não tenham efetuado descontos em Portugal.

A posição foi assumida durante uma visita à Estação do Oriente, em Lisboa. Em declarações aos jornalistas, o presidente do partido vincou a sua total oposição a um modelo que permita a atribuição de subsídios sem uma contrapartida contributiva por parte de quem chega ao país.

“Se querem que qualquer pessoa que chegue a Portugal possa receber subsídios da Segurança Social sem contribuir, não contarão connosco, porque este é um princípio erradíssimo”, defendeu André Ventura, garantindo que a sua bancada parlamentar se posicionará contra o projeto se as exigências do partido não forem acauteladas.

De acordo com o dirigente partidário, a concessão alargada de apoios públicos sem o histórico de contribuições representa "um erro daqueles que pagamos um preço caro nos próximos anos".

Para o Chega, a atual política de acolhimento e a respetiva atribuição de subsídios a estrangeiros sem registo de descontos anteriores constituem uma ameaça financeira real para o país. "Isso é que vai levar à falência da Segurança Social", alertou Ventura, justificando assim a linha vermelha traçada pelo partido face à proposta da Prestação Social Única.

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