Lisboa, 23 jun 2026(Lusa) — O líder do Chega, André Ventura, ameaçou esta terça-feira rejeitar a criação da Prestação Social Única (PSU) caso o Governo não aceite aplicar restrições no acesso a apoios sociais por parte de cidadãos imigrantes que ainda não tenham efetuado descontos em Portugal.
A posição foi assumida durante uma visita à Estação do Oriente, em Lisboa. Em declarações aos jornalistas, o presidente do partido vincou a sua total oposição a um modelo que permita a atribuição de subsídios sem uma contrapartida contributiva por parte de quem chega ao país.
“Se querem que qualquer pessoa que chegue a Portugal possa receber subsídios da Segurança Social sem contribuir, não contarão connosco, porque este é um princípio erradíssimo”, defendeu André Ventura, garantindo que a sua bancada parlamentar se posicionará contra o projeto se as exigências do partido não forem acauteladas.
De acordo com o dirigente partidário, a concessão alargada de apoios públicos sem o histórico de contribuições representa "um erro daqueles que pagamos um preço caro nos próximos anos".
Para o Chega, a atual política de acolhimento e a respetiva atribuição de subsídios a estrangeiros sem registo de descontos anteriores constituem uma ameaça financeira real para o país. "Isso é que vai levar à falência da Segurança Social", alertou Ventura, justificando assim a linha vermelha traçada pelo partido face à proposta da Prestação Social Única.