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INEM dispara mais 6.000 chamadas em junho devido ao calor intenso
Serviço de emergência médica enfrenta forte pressão com média diária a superar os 4.600 contactos. Complicações respiratórias, desidratação e síncopes estão entre as principais queixas.
Por Redação
Publicado em 23/06/2026 16:45
Nacional
@Lusa

Porto, 23 jun 2026 (LUSA) — O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) recebeu, nas primeiras três semanas de junho, cerca de 6.000 chamadas a mais do que no período homólogo do ano passado. Este crescimento acentuado na procura está diretamente ligado à subida das temperaturas e ao consequente agravamento de problemas de saúde agudos e crónicos.

De acordo com os dados partilhados pelo INEM com a agência Lusa, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) atenderam perto de 97.900 chamadas entre os dias 1 e 21 de junho, traduzindo-se numa média superior a 4.660 contactos diários — um salto de 6,5% face a 2025.

Esta subida nas ocorrências tem sido contínua desde o final de maio. O calor extremo tem potenciado episódios de desidratação, queixas respiratórias, síncopes, falhas gerais de forças e o agravamento severo de problemas cardiovasculares.

Embora a vaga de calor e o aumento de pedidos de ajuda se façam sentir um pouco por todo o país, a pressão é particularmente evidente nas regiões que registam maior afluência turística nesta época do ano, com o INEM a destacar o caso do Algarve.

Para mitigar este impacto, está já no terreno o Plano de Reforço Operacional para o verão que vigora até ao final de setembro e foca-se no aumento de meios na região sul, trabalhando em estreita coordenação com bombeiros, Cruz Vermelha, hospitais públicos e proteção civil.

O INEM recorda que os idosos, os doentes crónicos, as crianças e os trabalhadores com forte exposição solar são os grupos mais frágeis e que exigem maior vigilância.

O instituto deixa o alerta aos cidadãos para que se protejam nas horas de maior calor, reforcem o consumo de água, usem vestuário leve, evitem treinos ou esforços físicos intensos e mantenham o contacto regular com pessoas vulneráveis ou isoladas. Perante sinais graves como dificuldades em respirar, alterações de consciência ou golpes de calor, deve ser procurada ajuda médica de imediato.

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