Sines, Setúbal, 24 jun 2026 (Lusa) — O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, assegurou esta quarta-feira que o apoio às franjas mais desprotegidas da população foi o único motor para a viabilização da Prestação Social Única (PSU). O dirigente máximo dos socialistas garantiu que o partido agiu sem interesses eleitorais e recusou fazer leituras políticas sobre uma eventual aprovação do Orçamento do Estado para 2026.
As declarações foram feitas aos jornalistas em Sines, no distrito de Setúbal, onde o líder do PS se encontrava a acompanhar as iniciativas da Rota pela Economia do Mar, que incluiu uma reunião de trabalho com a administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) e uma visita técnica ao Terminal de Contentores.
Na ótica de José Luís Carneiro, a grande mais-valia deste entendimento político prende-se com o facto de o Executivo de Luís Montenegro se ter comprometido a avançar por via legislativa através de um decreto-lei. Para o líder da oposição, esta solução garante que a fusão dos vários apoios sociais será feita com maior "eficácia no apoio aos mais frágeis".
Carneiro insistiu na ideia de que os socialistas não pautam as suas opções estruturais por conveniências partidárias, preferindo focar-se na proteção prática das pessoas mais desfavorecidas em detrimento de qualquer estratégia tática de bastidores.