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Évora, Beja e Portalegre sob aviso laranja a partir de 4ªfeira por causa do calor
O IPMA vai elevar o nível de alerta em todo o Alentejo devido ao disparo das temperaturas máximas e mínimas, numa altura em que o Governo e as autoridades de saúde já temem impactos na mortalidade.
Por Redação
Publicado em 30/06/2026 09:26 • Atualizado 30/06/2026 09:28
Nacional
@Lusa

Lisboa, 30 jun 2026 (Lusa) — As regiões de Évora, Beja e Portalegre vão passar a estar sob alerta laranja a partir da meia-noite de quarta-feira devido à persistência de valores térmicos sufocantes, uma situação de risco meteorológico agravado que se irá estender a outras zonas do território continental na quinta-feira, revelam as projeções do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Para a jornada desta terça-feira, o nível de risco amarelo — o primeiro patamar da escala de avisos — já se encontra ativo numa vasta faixa do país, abrangendo os distritos nortenhos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança, mas também a Guarda, Castelo Branco, Setúbal e todo o território alentejano, como reflexo de um aquecimento progressivo que se faz sentir com particular incidência nas regiões do interior de Portugal continental.

A transição para o aviso laranja, o segundo indicador de maior gravidade na escala técnica do instituto público, reflete um cenário meteorológico adverso em que não serão apenas os picos de calor diurnos a castigar a população, mas também as temperaturas mínimas durante o período noturno, que se vão fixar em patamares excessivamente elevados, impedindo o arrefecimento natural dos edifícios. O agravamento generalizado das condições atmosféricas vai ganhar escala geográfica logo na quinta-feira, mantendo-se a fasquia de segurança elevada em múltiplos distritos do país pelo menos até ao final da tarde de sexta-feira, desenhando o início de um ciclo prolongado de stress térmico para o qual as autoridades nacionais pedem atenção redobrada.

Perante a iminência desta nova vaga de temperaturas extremas, a Direção-Geral da Saúde antecipou-se e divulgou um manual de procedimentos destinado ao tecido empresarial, focado em salvaguardar os profissionais que desempenham funções ao ar livre ou em ambientes expostos à radiação solar. Este protocolo de contingência insta as administrações a desenharem esquemas de rotação de tarefas, a reorganizarem as jornadas de trabalho e a garantirem o fornecimento contínuo de água para mitigar episódios de desidratação severa, síncopes e sinistralidade laboral. Paralelamente, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, manifestou publicamente o seu receio quanto à violência deste fenómeno climatérico, alertando para a probabilidade de o pico de calor se traduzir num aumento real do índice de mortalidade no país, em linha com as estatísticas trágicas verificadas recentemente noutras geografias europeias. Para o dia de hoje, as previsões oficiais apontam para valores máximos que oscilam entre uns amenos 23 graus na faixa costeira de Aveiro e uns sufocantes 39 graus na planície de Évora.

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