O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) registou, ao longo do ano de 2025, mais de 26 mil ocorrências com doentes em estado grave ou crítico em que não foi possível acionar os meios de socorro considerados ideais.
A escassez de recursos operacionais e a indisponibilidade de equipas técnicas em vários pontos do país estiveram na origem destas falhas de resposta. Em muitos dos casos identificados, a assistência teve de ser prestada por unidades de socorro com menor capacidade de intervenção médica ou com tempos de deslocação superiores aos padrões recomendados para situações de risco de vida.
Esta limitação na capacidade de resposta do sistema de emergência voltou a colocar sob pressão o socorro pré-hospitalar em Portugal, reacendendo o debate sobre a necessidade urgente de reforço de profissionais, viaturas e reorganização dos meios do INEM no terreno.
Fonte - Lusa