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MAI avisa para dias “absolutamente terríveis” de risco em Portugal
Luís Neves aponta para termómetros a roçar os 47 graus e ventos extremos, exigindo tolerância zero a comportamentos de risco para evitar um "barril de pólvora".
Por Redação
Publicado em 01/07/2026 20:07
Nacional
@Lusa

Coimbra, 01 jul 2026 (Lusa) — O ministro da Administração Interna, Luís Neves, lançou hoje um forte apelo à responsabilidade de todos os cidadãos perante a previsão de uma vaga de calor extremo que deverá assolar o país nas próximas semanas. O governante sublinhou que Portugal enfrentará condições meteorológicas excecionalmente adversas, com temperaturas que poderão atingir marcas históricas de 47 graus em determinadas regiões, combinadas com rajadas de vento severas e níveis de humidade muito baixos.

As declarações de Luís Neves ocorreram em Coimbra, após uma reunião de trabalho com a presidente da autarquia local, Ana Abrunhosa. O ministro demonstrou particular apreensão com a extensão temporal deste cenário crítico, que poderá prolongar-se até meados de julho, transformando o território nacional num autêntico cenário de pré-emergência para fogos florestais.

Para mitigar o perigo, o líder da pasta da Administração Interna reforçou a proibição total de atividades de risco, tais como a realização de queimadas, o uso de grelhadores ao ar livre ou a operação de maquinaria agrícola que possa gerar faíscas. Deixou ainda alertas claros sobre os perigos de deitar beatas para o chão e de estacionar carros sobre vegetação seca. Apesar do panorama desafiante, o governante enalteceu a eficácia das equipas que têm conseguido travar os incêndios iniciais e lembrou que, a partir de hoje, o dispositivo de combate em terra passa a contar com um reforço de 15 mil operacionais em prontidão máxima.

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