Lisboa, 03 jul 2026 (Lusa) — O Presidente da República, António José Seguro, assegurou hoje que Portugal mantém um compromisso total no fortalecimento da CPLP. Durante uma intervenção na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa, o chefe de Estado alertou que a organização deve manter o seu rumo e focar-se na promoção ativa dos seus princípios basilares, tanto ao nível interno como no plano internacional.
As declarações do Presidente foram proferidas numa sessão solene à porta fechada, cujos conteúdos foram partilhados mais tarde na página oficial da Presidência da República. Seguro sublinhou o seu envolvimento pessoal na consolidação da comunidade lusófona, sustentando que esta aliança se apoia em profundas ligações históricas, económicas, culturais e de amizade entre as várias nações e os seus cidadãos.
A intervenção do chefe de Estado surge num quadro sensível para a organização: a Guiné-Bissau encontra-se atualmente suspensa devido ao golpe de Estado militar ocorrido em novembro do ano passado, tendo a presidência rotativa transitado de forma excecional para Timor-Leste. Face a este cenário, e num panorama mundial que descreveu como polarizado e sob ameaça constante às regras da ordem internacional, António José Seguro apelou à memória histórica e à união político-diplomática.
O Presidente recordou os termos expressos na Declaração Constitutiva da CPLP, que vincula os seus membros à preservação da paz, da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. Para Seguro, estes propósitos não podem ser negligenciados, devendo servir de força conjunta para projetar a relevância da comunidade no exterior. Atualmente, o bloco lusófono é constituído por nove países, registando ainda divisões internas latentes, nomeadamente em torno da Guiné Equatorial, que integrou a comunidade em 2014 mas continua sem assumir a liderança rotativa da organização.