Porto — A Câmara Municipal do Porto deu um passo decisivo na planeação do futuro urbanístico da cidade ao promover, no Porto Innovation Hub, uma sessão de auscultação pública sobre o novo Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). O encontro reuniu parceiros estratégicos e especialistas do setor com o objetivo de recolher propostas que reforcem a ambição técnica do plano, desenhado para transformar a forma como os cidadãos se deslocam ao longo dos próximos dez anos.
Na sessão de abertura, o vereador da Mobilidade e Transportes, Hugo Beirão Rodrigues, sublinhou que o recente crescimento e sucesso atrativo do Porto exigem respostas planeadas a longo prazo, capazes de sobreviver aos habituais ciclos políticos. "A melhor resposta que podemos dar a esse sucesso é planear atempadamente a cidade que queremos para os próximos anos", afirmou o autarca, destacando que o foco principal não é apenas erguer infraestruturas, mas sim criar bases para uma nova cultura de mobilidade.
Entre as medidas mais estruturantes que constam no documento, destacam-se:
Expansão da rede de Metro: Planeamento das futuras linhas de São Mamede, Gondomar II, Maia II e Campo Alegre.
Transportes Públicos e Fiscalização: Reforço de seis quilómetros de corredores BUS até ao final de 2026, introdução de prioridade semafórica para os transportes públicos e maior controlo do estacionamento indevido através do alargamento do Protocolo Via Livre.
Alternativas e Conetividade: Recuperação do Ramal da Alfândega, reativação da linha do elétrico e o regresso da ligação fluvial de passageiros entre o Porto e Vila Nova de Gaia.
Acalmia de Tráfego: Implementação progressiva da "Rede 30" (limite de 30 km/h) em toda a cidade e expansão das Zonas de Acesso Automóvel Condicionado (ZAAC) no Centro Histórico.
O evento, que contou com o apoio técnico da consultora OPT, dividiu-se entre a apresentação detalhada da estratégia e várias mesas de trabalho temáticas onde os participantes puderam apontar desafios e sugerir melhorias. Para o executivo camarário, esta sessão representou uma oportunidade real de cooperação e não apenas uma mera formalidade burocrática, pretendendo envolver ativamente quem gere e vive a mobilidade na Área Metropolitana do Porto.
Fonte - Município do Porto