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PCP critica escolha de Portas para coordenar comemorações da fundação de Portugal
Comunistas acusam o Governo da AD de tentar fazer um "aproveitamento" político da efeméride dos 900 anos do país.
Por Redação
Publicado em 04/07/2026 16:22
Nacional
@Lusa

Lisboa, 04 jul 2026 (Lusa) — O PCP manifestou este sábado a sua forte oposição à nomeação do centrista Paulo Portas para liderar a comissão executiva que vai organizar as celebrações dos 900 anos da Fundação de Portugal. Em comunicado, o partido afirmou que o antigo vice-primeiro-ministro do CDS-PP está longe de ser uma figura de consenso para o cargo.

A reação surge após o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter elogiado o perfil de Portas, destacando-o como um pensador, jurista e político consensual. O PCP, por sua vez, rebateu estes argumentos, sublinhando que tais elogios chocam com a perceção real que o país tem do antigo líder do CDS.

Para os comunistas, esta escolha indicia um "aproveitamento" e uma tentativa de manipulação histórica por parte do Governo do PSD e CDS-PP (AD). O partido acusa o executivo de tentar usar o evento para camuflar políticas que, na sua visão, prejudicam a soberania e a independência do país.

A comissão em causa foi formalmente aprovada na passada sexta-feira em Conselho de Ministros. Além do grupo coordenado por Paulo Portas, as comemorações vão contar com uma comissão de honra liderada pelo atual Presidente da República e composta pelos antigos chefes de Estado Ramalho Eanes, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.

O programa central das celebrações evoca marcos históricos fundamentais do nascimento de Portugal, com especial destaque para os 900 anos da Batalha de São Mamede, que se assinalam a 24 de junho de 2028, além da Batalha de Ourique e do Tratado de Zamora.

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