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Nuno Melo diz que investimento do Governo nas Forças Armadas estanca saída de militares
Ministro da Defesa destaca aumento de salários e novos apoios na habitação e saúde para explicar a inversão da fuga de efetivos nos últimos dois anos.
Por Redação
Publicado em 04/07/2026 16:33
Nacional
@Lusa

Viana do Castelo, 04 jul 2026 (Lusa) — O ministro da Defesa Nacional assegurou este sábado que a aposta financeira do executivo nas Forças Armadas conseguiu travar a perda de efetivos que se verificava no país. Durante as celebrações dos 74 anos da Força Aérea, em Viana do Castelo, Nuno Melo explicou que, após anos de declínio acentuado, o setor regista agora uma inversão de tendência, com mais entradas do que saídas.

O governante respondeu assim aos pedidos de mais meios feitos pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio da Costa Pereira. Para ilustrar a mudança, o ministro recordou que o número de militares tinha caído de 29 mil em 2015 para perto de 23 mil em 2024. Contudo, defendeu que a tendência foi invertida no biénio de 2024 a 2026.

De acordo com Nuno Melo, a estratégia passou prioritariamente pela valorização das carreiras. O ministro destacou o aumento salarial médio das praças (superior a 340 euros brutos) e a subida do suplemento da condição militar de 100 para 400 euros. Para combater a forte concorrência da aviação civil, o Governo atualizou ainda o suplemento de serviço aéreo de tripulações e mecânicos, que permanecia desatualizado desde a era do escudo.

Além das remunerações, a tutela tem apostado em medidas transversais, como a criação de habitação a custos acessíveis para os militares e a modernização da saúde militar. Nuno Melo apontou os novos investimentos nos hospitais das Forças Armadas de Lisboa e do Porto, que incluem equipamentos de diagnóstico avançados e os primeiros robôs cirúrgicos do setor. Embora reconheça que ainda há muito caminho por fazer, o ministro mostrou-se confiante de que este rumo tornará a carreira militar atrativa para os jovens a longo prazo.

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