MENU
Zelensky vai discutir com Trump nova tentativa de mediação por parte dos EUA
Líder ucraniano vê "possibilidade real" para o fim do conflito e quer aproveitar a cimeira da NATO em Ancara para negociar a partir de uma posição de força.
Por Redação
Publicado em 05/07/2026 14:40
International
@Lusa

Berlim, 05 de julho 2026 (Lusa) — O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prepara-se para debater com o homólogo norte-americano, Donald Trump, o relançamento dos esforços de mediação de Washington para travar a guerra com a Rússia. O encontro estratégico terá lugar na Turquia, à margem da próxima cimeira da NATO.

Zelensky demonstrou otimismo numa mensagem publicada nas suas redes sociais, defendendo que o atual panorama militar abre uma janela de oportunidade concreta para alcançar a paz, sublinhando que a postura e determinação dos EUA serão cruciais neste processo. A intenção de reatar o diálogo presencial foi afinada numa recente chamada telefónica entre ambos, que o líder ucraniano classificou como bastante produtiva. No contacto, Zelensky aproveitou para atualizar Trump sobre os desenvolvimentos na linha da frente e desmentiu categoricamente o Kremlin, que afirmara ter capturado a cidade estratégica de Kostiantynivka, no leste da Ucrânia. Kiev e os aliados europeus sustentam que o exército ucraniano se encontra num momento favorável devido à eficácia dos ataques de longo alcance contra o território russo, o que permite negociar numa posição de vantagem.

O processo de mediação conduzido pela Casa Branca encontrava-se congelado desde fevereiro, altura em que o foco internacional se desviou com o início do conflito militar entre os EUA e o Irão, e face à aparente falta de abertura de Kiev e Moscovo para um cessar-fogo. Contudo, a diplomacia norte-americana move-se em várias frentes. Donald Trump também conversou telefonicamente com o Presidente russo, Vladimir Putin, que aproveitou para vincar a determinação russa em dominar por completo a região do Donbass, alegando que as suas tropas já tomaram 133 povoações ucranianas desde o início de 2026.

Estas alegações russas foram, contudo, desmistificadas pelo Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). Na sua mais recente avaliação, o think tank norte-americano considerou os números de Putin altamente inflacionados e distantes da realidade no terreno, apontando que os dados recolhidos confirmam apenas a captura ou infiltração russa em 64 localidades e cerca de 621 quilómetros quadrados desde janeiro, mantendo-se a tendência de avanços residuais ao longo do mês de junho.

Comentários