Metade da população portuguesa admite utilizar ferramentas de Inteligência Artificial (IA) como primeira alternativa ou substituto definitivo às consultas médicas presenciais. A conclusão é de um estudo recente que acende o debate sobre a digitalização da saúde e a crescente pressão sobre o sistema de cuidados médicos em Portugal.
A tendência, que reflete uma mudança profunda nos hábitos de consumo de informação, mostra que a facilidade de acesso e a rapidez nas respostas estão a levar os cidadãos a confiar em algoritmos para avaliar sintomas e procurar diagnósticos.
Apesar de a tecnologia oferecer uma triagem imediata, a comunidade médica já começou a alertar para os perigos do "autodiagnóstico digital". Especialistas relembram que, embora a IA possa ser uma ferramenta complementar útil, não substitui a avaliação clínica, o toque humano e os exames laboratoriais que garantem a segurança e a eficácia de qualquer tratamento.
O estudo sublinha ainda a necessidade urgente de literacia digital e de regulamentação na área da saúde, de forma a garantir que o recurso a estas plataformas não coloque em risco o bem-estar dos doentes.
Fonte - Lusa