MENU
MAI assume que desordenamento florestal potenciou destruição provocada pelos incêndios
Luís Neves destaca necessidade de reformas estruturais face aos mais de 15 mil hectares consumidos pelo fogo nos últimos dias.
Por Redação
Publicado em 07/07/2026 13:01 • Atualizado 07/07/2026 13:06
Nacional
@Lusa

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu publicamente que a falta de organização e o desordenamento do território florestal em Portugal foram fatores determinantes para a vasta área ardida no país recentemente. De acordo com declarações recolhidas pela agência Lusa, o governante sublinhou que há ainda um longo trabalho de reestruturação pela frente para mitigar o impacto dos fogos.

Em declarações prestadas aos jornalistas em Castro Verde, após uma reunião autárquica e uma visita institucional, o ministro relacionou diretamente a perda de mais de 15 mil hectares de floresta e mato nos últimos cinco dias com as debilidades estruturais que afetam a gestão das propriedades rurais.

Para além das condições meteorológicas, Luís Neves apontou o dedo às dificuldades burocráticas e legais associadas ao direito de propriedade privada, que muitas vezes impedem uma intervenção centralizada ou a correta limpeza dos terrenos. O titular da pasta da Administração Interna defendeu que o interesse coletivo e a segurança pública devem sobrepor-se em situações em que os proprietários são desconhecidos ou negligenciam os seus terrenos, colocando em risco as populações e a biodiversidade.

Os dados provisórios citados pela Lusa, provenientes do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), revelam um agravamento acentuado da situação, com a área ardida a duplicar num curto espaço de tempo, o que motivou o prolongamento do estado de alerta em vários distritos do continente.

Fonte - Lusa 

Comentários