Lisboa, 10 jul 2026 (Lusa) — O mais recente trabalho discográfico dos The Rolling Stones, intitulado “Foreign Tongues”, chega esta sexta-feira ao mercado. O novo longa-duração do lendário grupo britânico combina uma forte dose de composições inéditas com releituras de clássicos da autoria de Amy Winehouse e Chuck Berry.
A nova obra de estúdio é composta por 14 faixas, das quais 12 são originais. As restantes duas são versões de “You Know I’m No Good”, imortalizada por Amy Winehouse, e de “Beautiful Delilah”, de Chuck Berry — um tema escolhido para fechar o alinhamento e que serve de “homenagem a uma das influências mais duradouras dos Stones”, revelou a Universal Music Portugal em comunicado.
As sessões de gravação decorreram em ritmo acelerado nos Metropolis Studios, localizados na zona oeste de Londres, onde a banda trabalhou durante menos de um mês. O projeto voltou a juntar Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood com o conceituado produtor Andrew Watt, vencedor de um Grammy, que já tinha capitaneado o registo anterior do grupo, “Hackney Diamonds”, lançado em 2023.
Mick Jagger destacou o entusiasmo sentido durante as semanas intensas de gravação na capital britânica: “Gosto muito daquele estúdio porque não é demasiado grande e conseguimos sentir a paixão de toda a gente”. Na mesma linha, Keith Richards apontou para uma “continuidade natural” face ao disco de 2023, sublinhando o privilégio e a felicidade que continua a sentir ao fazer música ao fim de tantas décadas. Ronnie Wood também elogiou a atmosfera criativa, notando que a excelente forma dos músicos permitiu que vários temas fossem gravados com sucesso logo ao primeiro take.
“Foreign Tongues” conta com o habitual suporte de músicos como Darryl Jones, Matt Clifford e Steve Jordan, mas traz também uma forte carga emotiva: a faixa “Hit Me In The Head” inclui a participação especial do falecido baterista Charlie Watts, resgatada de uma das suas últimas sessões antes de morrer em 2021. A lista de convidados especiais é de peso e estende-se a nomes como Steve Winwood, Paul McCartney, Robert Smith (líder dos The Cure) e Chad Smith (baterista dos Red Hot Chili Peppers).
A componente visual do álbum também se destaca. A capa apresenta uma pintura do artista norte-americano Nathaniel Mary Quinn, que funde partes dos rostos de Jagger, Wood e Richards. Já o design e a direção de arte foram partilhados entre o criativo inglês Mat Maitland e o reputado designer português Bráulio Amado. Nascido em Almada em 1987 e radicado em Nova Iorque desde 2011, Bráulio Amado acumula um percurso firmado no meio artístico internacional (com colaborações com jornais como o New York Times e capas para músicos como Frank Ocean ou André 3000), tendo já estado nomeado para um Grammy pelo seu trabalho gráfico no álbum pós-morte de Mac Miller.
Com uma caminhada que começou em Londres no ano de 1962, os The Rolling Stones consolidam assim mais um capítulo numa das trajetórias mais vitoriosas e duradouras da história do rock mundial.