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Livre/Congresso: Reunião magna termina hoje com Mendes Lopes e Jorge Pinto a assumir comando
Sucessores de Rui Tavares preparam-se para assumir os destinos do partido num dia marcado por homenagens literárias, oposição interna e a exclusão do Chega.
Por Redação
Publicado em 12/07/2026 09:02
Nacional
@Lusa

Sintra, Lisboa, 12 jul 2026 (Lusa) — O 17.º Congresso Nacional do Livre chega ao fim este domingo, em Sintra, com a votação decisiva que vai desenhar a nova estrutura executiva para o biénio 2026-2028. Salvo qualquer surpresa de última hora, a contagem dos votos deverá ditar a subida da atual líder parlamentar, Isabel Mendes Lopes, e do deputado Jorge Pinto à liderança partilhada da força política.

A manhã do último dia de trabalhos arrancou fora de portas, com uma homenagem carregada de simbolismo à escritora Maria Gabriela Llansol — a musa literária que inspirou esta reunião magna. A comitiva do Livre reuniu-se na rotunda da Volta do Duche, junto ao histórico plátano batizado pela autora como “Grande Maior”. Logo de seguida, a atividade regressou ao Hockey Club de Sintra, contando com uma intervenção de Vula Tsetsi, co-porta-voz do Partido Verde Europeu, estrutura em que o Livre se integra à escala europeia.

O grande foco do dia está na divulgação dos resultados eleitorais para a Assembleia, o Conselho de Jurisdição e o Grupo de Contacto (a direção nacional), além do desfecho da votação de um pacote massivo de 83 moções específicas. A fechar o evento, estão previstos os discursos políticos dos novos porta-vozes da Lista A. É nesta mesma lista que surge o nome do fundador Rui Tavares, que ao fim de quatro anos abandona a portaveza para assumir um papel focado na "estratégia, comunicação e formação".

Apesar do favoritismo da Lista A, o congresso ficou marcado pelo debate interno. As listas concorrentes S (liderada por Rodrigo Brito) e V (encabeçada por Tiago Mota) aproveitaram o palco para criticar o que consideram ser uma "centralização excessiva" do partido na bancada parlamentar e nas figuras dos líderes, exigindo uma maior abertura às bases e aos militantes. Na corrida ao Conselho de Jurisdição, o deputado Paulo Muacho (Lista A) mede forças com o conhecido advogado Ricardo Sá Fernandes (Lista J), enquanto 100 candidatos individuais disputam os 50 assentos disponíveis na Assembleia do partido.

A sessão de encerramento vai contar com uma forte moldura institucional de observadores políticos. O PSD faz-se representar pela vice-presidente Inês Palma Ramalho, o PS envia o dirigente André Moz Caldas e a ex-ministra Ana Mendes Godinho, e a Iniciativa Liberal faz-se representar pelo "vice" André Abrantes Amaral. Há ainda representações confirmadas do PCP (Jorge Pires), Bloco de Esquerda (Joana Mortágua), PAN, PEV e Volt. Numa nota estritamente partidária, o CDS-PP optou por não responder ao convite, o JPP alegou indisponibilidade e o Chega foi a única força parlamentar deliberadamente excluída da lista de convidados.

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