Teerão, 12 jul 2026 (Lusa) — As forças armadas do Irão anunciaram que procederam a uma revisão e atualização da sua lista de alvos militares estratégicos. A medida surge como resposta direta às recentes declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou disparar mil mísseis contra o território iraniano caso se confirmasse qualquer conspiração para o assassinar.
O porta-voz do exército de Teerão, general Mohammad Akraminia, garantiu à televisão estatal que as forças da República Islâmica estão preparadas para ripostar a "qualquer cenário" e aconselhou Washington a cessar de imediato as operações militares na região. O alto comando acusou ainda a Casa Branca de usar o período de tréguas para violar os acordos estabelecidos, justificando o atual bloqueio do Estreito de Ormuz como uma reação à tentativa dos EUA de imporem uma rota marítima ilegal que viola os tratados bilaterais assinados no Paquistão.
O braço de ferro na região escalou rapidamente para um confronto direto. Durante a madrugada, as forças norte-americanas (Centcom) desencadearam uma vaga de bombardeamentos que atingiu cerca de 140 posições militares em solo iraniano. O ataque dos EUA foi justificado como uma resposta à agressão de Teerão contra um navio comercial de bandeira cipriota. Relatos locais confirmaram fortes explosões na província de Bushehr, complexo que acolhe uma central nuclear, e em vários pontos estratégicos junto ao Estreito de Ormuz.
A resposta de Teerão não se fez esperar e alastrou o conflito a nível regional. O Irão disparou uma vaga massiva de mísseis e drones contra instalações militares que albergam tropas norte-americanas na Jordânia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar. Neste último país, que tem servido de mediador diplomático entre as duas potências, a queda de destroços provocou pelo menos três feridos civis, incluindo uma criança.