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Ministra da Saúde aguarda esclarecimentos do INEM sobre morte de homem em Guimarães
Ana Paula Martins quer perceber por que razão bombeiros locais, a 3 minutos da vítima, foram ignorados para enviar uma corporação a 9 quilómetros de distância.
Por Redação
Publicado em 13/07/2026 21:25
Nacional
@Lusa

Miranda do Corvo, Coimbra, 13 jul 2026 (Lusa) — A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, revelou hoje que o Governo está à espera de uma clarificação urgente por parte do INEM sobre as circunstâncias do socorro a um homem que acabou por morrer na vila das Taipas, em Guimarães. Em causa está a ativação de meios de socorro distantes quando a corporação local tinha equipas prontas para avançar.

À margem da inauguração da requalificação do Centro de Saúde de Miranda do Corvo, a governante explicou aos jornalistas que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está a avaliar o caso para determinar as falhas na cadeia de decisão. Ana Paula Martins remeteu mais explicações para breve, sublinhando que o presidente do INEM "muito rapidamente virá explicar o que é que se passou".

O trágico incidente ocorreu no passado sábado e vitimou um homem de 48 anos que se encontrava em paragem cardiorrespiratória. Embora os Bombeiros Voluntários das Taipas dispusessem de todos os meios e demorassem entre 3 a 5 minutos a chegar à vítima, o INEM acabou por enviar os Bombeiros Voluntários de Guimarães. Esta última corporação fica situada a cerca de nove quilómetros de distância, implicando um tempo de viagem de quase 14 minutos até ao local da ocorrência.

O caso gerou uma forte onda de contestação no setor da saúde e proteção civil. A associação "Fénix" veio a público exigir um esclarecimento imediato das falhas operacionais, alertando para a contínua "degradação" do socorro pré-hospitalar em Portugal. Também a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) classificou o episódio como um sinal extremamente alarmante da falta de capacidade do INEM para coordenar os meios de emergência no país, alertando que estes problemas já não podem ser vistos como meros casos isolados.

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