Peso da Régua, Vila Real, 18 jul 2026 (Lusa) – O conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) aprovou hoje o teto de 76 mil pipas de mosto autorizadas a ser transformadas em vinho do Porto nesta campanha, representando um acréscimo de mil pipas em comparação com o ano anterior.
A decisão, tomada por unanimidade em reunião realizada no Peso da Régua, marca uma inversão de tendência na Região Demarcada do Douro. Nos últimos três anos, o chamado "benefício" — o quantitativo de vinho que cada produtor tem direito a produzir e que serve de base económica à região — tinha sofrido um corte severo de 29 mil pipas, caindo das 104 mil em 2023 para o mínimo de 75 mil em 2025.
O presidente do IVDP, Gilberto Igrejas, congratulou-se com o consenso absoluto alcançado entre a produção e o comércio, considerando-o um passo vital para garantir o equilíbrio do mercado e o futuro dos viticultores. O responsável sublinhou que esta unanimidade prevê, desde logo à partida, um compromisso sério em prol da sustentabilidade económica, social e ambiental de todos os agricultores, promovendo a valorização global de toda a região duriense.
Com cada pipa (de 550 litros) a representar um encaixe financeiro médio de mil euros injetados diretamente na carteira dos viticultores, esta subida de quota, ainda que ligeira, injeta oxigénio extra na economia local. O benefício continua a ser a principal fonte de rendimento dos produtores do Douro e o pilar de subsistência para milhares de famílias que dependem inteiramente da atividade vitivinícola.