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Comissão de Trabalhadores denuncia falhas no novo sistema do INEM e exige respostas
Novo software dos CODU apresenta falhas na localização de socorro e hospitais de destino, gerando forte contestação interna e pedidos urgentes de esclarecimento à administração.
Por Redação
Publicado em 19/07/2026 09:34
Nacional
@Lusa

Lisboa, 19 jul 2026 (Lusa) — A Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM revelou hoje a existência de anomalias graves no funcionamento da plataforma informática OnCall, um recurso crucial utilizado nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). A estrutura representativa alertou que estas falhas informáticas colocam em risco a eficácia do acionamento dos meios de socorro e exigiu explicações imediatas ao conselho diretivo do instituto.

Através de uma nota pública, a CT do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) expôs relatos preocupantes de vários profissionais que lidam diretamente com a ferramenta. Segundo o sindicato, os problemas detetados afetam domínios operacionais extremamente sensíveis, tais como a identificação geográfica correta das ocorrências, a triagem dos meios de salvamento disponíveis no momento e a correta sinalização das unidades hospitalares para onde os doentes devem ser encaminhados.

Face a este cenário, os representantes dos trabalhadores adiantaram que remeteram um requerimento urgente à liderança do INEM para perceber quem validou o arranque da plataforma, se os problemas técnicos eram conhecidos antes da implementação oficial e que medidas corretivas foram aplicadas. A estrutura lamenta, contudo, que a administração continue em silêncio e sem dar qualquer feedback. O mal-estar acentuou-se após o instituto ter determinado que o envio de ambulâncias parceiras dos bombeiros passou a estar dependente apenas dos dados inseridos no Portal PEM, transferindo a responsabilidade da atualização operacional para as corporações locais numa altura em que o próprio INEM admite estar ainda a afinar o novo ecossistema digital.

Esta denúncia surge poucos dias depois de o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) ter afirmado que a nova plataforma informática tinha colapsado, forçando as equipas a registar as triagens em papel. O conselho diretivo do INEM rejeitou veementemente essa versão em esclarecimentos prestados à Lusa, assegurando que o sistema nunca parou de funcionar e que os fluxos clínicos se mantiveram integrados a nível digital, contando ainda com mecanismos de segurança automáticos para a recuperação de chamadas telefónicas pendentes.

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