Lisboa, 19 jul 2026 (Lusa) — O Bloco de Esquerda aumentou a pressão sobre o Executivo e reclamou uma reação imediata, ainda durante o dia de hoje, da parte do ministro da Administração Interna. Em causa estão as ligações de Luís Neves a um empresário da construção civil em cujo armazém foi localizado um reboque apreendido pelas autoridades numa megaoperação de combate ao narcotráfico.
O deputado Fabian Figueiredo expressou uma "profunda perplexidade" perante os contornos do caso, sublinhando a gravidade de terem sido detetados contentores com produtos químicos para o processamento de estupefacientes nas instalações do referido empreiteiro. O dirigente bloquista recordou o passado do governante na liderança da Polícia Judiciária e exigiu que este clarifique publicamente o teor das suas recentes declarações, nas quais admitiu que teria agido de forma diferente neste processo.
Paralelamente à polémica na Administração Interna, o Bloco de Esquerda apontou baterias à pasta da Educação, considerando que a continuidade de Fernando Alexandre no cargo se tornou "completamente insustentável".
A estrutura partidária defende a criação urgente de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar as responsabilidades pelo "colapso" na divulgação das classificações dos exames nacionais de acesso ao ensino superior, instando o ministro a demitir-se e a assegurar que nenhum estudante sairá prejudicado pelo atraso na publicação das notas.