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Ventura reclama “ações imediatas” como ‘task force’ e isenção para reapreciações de exames
Líder do Chega recusa pedir a demissão imediata de Fernando Alexandre e exige que o ministro resolva primeiro o "caos" causado antes de abandonar o cargo.
Por Redação
Publicado em 20/07/2026 21:40
Nacional
@Lusa

Lisboa, 20 jul 2026 (Lusa) — O presidente do Chega exortou esta segunda-feira o Executivo a tomar medidas de emergência para conter os danos provocados pelos sucessivos atrasos na classificação dos exames nacionais. Entre as propostas avançadas por André Ventura estão a criação urgente de uma equipa de missão (task force), a gratuitidade dos pedidos de reapreciação de provas e o diferimento das etapas de candidatura à universidade.

Após ter estado reunido na sede do partido com a bancada e a equipa técnica afeta à pasta da Educação, o dirigente partidário sublinhou que a transição digital das provas secundárias redundou num falhanço total, imputando a responsabilidade política ao titular da pasta, Fernando Alexandre.

Apesar das fortes críticas, o líder da oposição explicou a razão pela qual optou por não exigir a demissão imediata do governante neste preciso momento, considerando prioritário garantir primeiro a salvaguarda dos estudantes, famílias e docentes impactados pelas falhas técnicas.

“O ministro terá de ser responsabilizado por isto. Dizer simplesmente: 'pegue em tudo o que correu mal e vá embora' é deixar que o problema persista. Quem cria os problemas tem de os resolver antes de sair, se vier a decidir ou se for decidido que tenha de sair”, vincou André Ventura.

O Chega manifestou ainda sérias reservas relativamente à época extraordinária de exames agendada para setembro pelo Ministério da Educação. Para Ventura, o anúncio feito por Fernando Alexandre apenas serve para agravar a incerteza instalada, acusando a tutela de estar a "juntar o caos ao caos" em vez de apresentar soluções estruturadas e previsíveis.

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