Lisboa, 19 set 2026 (Lusa) — Os doentes triados com pulseira amarela na urgência geral do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) enfrentavam, logo no arranque da manhã deste sábado, um tempo médio de espera para a primeira consulta médica fixado em cerca de seis horas.
De acordo com os dados oficiais do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS) consultados às 09:40, encontravam-se 23 utentes classificados com prioridade urgente na sala de espera daquela unidade hospitalar do distrito de Lisboa, registando-se um tempo previsto de 05:59 para observação. O protocolo do sistema de triagem estabelece que os casos amarelos não devem ultrapassar os 60 minutos de espera.
A unidade de saúde voltou a figurar no topo do ranking nacional de demoras nas urgências, num cenário recorrente fundamentado pela escassez crónica de profissionais de saúde e pela elevada pressão demográfica dos concelhos limítrofes, onde se contabilizam cerca de 240 mil cidadãos sem médico de família atribuído. A dimensão do problema levou recentemente o diretor-executivo do SNS, Álvaro Almeida, a admitir que os constrangimentos estruturais do Amadora-Sintra não terão solução no curto prazo.
O estrangulamento nos serviços de urgência fez-se sentir igualmente noutros pontos do país durante a manhã. No Hospital de Portimão (ULS Algarve), o tempo de espera para doentes urgentes rondava as cinco horas pelas 09:50. Já nas unidades da ULS Santa Maria, em Lisboa, Garcia de Orta, em Almada, e Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, a demora para a pulseira amarela situava-se nas duas horas.