O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu esta segunda-feira a realização de uma auditoria à Polícia Judiciária (PJ), sustentando que a iniciativa servirá para esclarecer dúvidas, "tirar tudo a limpo" e reforçar a confiança e credibilidade das instituições públicas.
Em declarações prestadas à margem da inauguração da Loja do Cidadão de Fafe, no distrito de Braga, o chefe do Governo afirmou que "estranho seria se não houvesse fiscalização" perante as questões que têm vindo a público relativamente à gestão daquela polícia de investigação criminal.Luís Montenegro frisou que quando surgem dúvidas sobre o funcionamento dos organismos do Estado, estas devem ser desfeitas com "tranquilidade, serenidade e confiança". O primeiro-ministro revelou ainda que a decisão de avançar com a fiscalização foi acompanhada e co-decidida no seio do Executivo, entre a chefia do Governo e as tutelas ministeriais envolvidas.
A auditoria, que estará a cargo da Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça (IGSJ), incidirá sobre contratos e adjudicações de obras públicas efetuados pela Polícia Judiciária num período compreendido entre janeiro de 2018 e julho de 2026. Este intervalo abrange a gestão de anteriores lideranças da instituição, incluindo o mandato do ex-diretor nacional Luís Neves, atual ministro da Administração Interna.
O líder do Governo desvalorizou as críticas de que o processo possa enfraquecer a imagem do órgão de polícia criminal, reiterando que o objetivo central da avaliação é clarificar potenciais desconformidades ou, por outro lado, comprovar a total regularidade dos procedimentos adotados ao longo dos últimos anos.
Fonte-Lusa