A Meta rejeitou formalmente as alegações de que projeta as suas redes sociais — designadamente o Instagram e o Facebook — para provocar dependência psicológica em crianças e adolescentes. Em resposta às acusações que sustentam vários processos judiciais e críticas públicas, a empresa norte-americana assegura que a segurança e o bem-estar dos utilizadores mais jovens são prioridades no desenvolvimento do seu software.
Segundo a tecnológica liderada por Mark Zuckerberg, os algoritmos e as funcionalidades implementadas não têm como objetivo criar comportamentos aditivos, mas sim promover a ligação social e a partilha de conteúdos relevantes. A empresa sublinha ainda que tem vindo a introduzir dezenas de ferramentas de controlo parental, limites de tempo de utilização e restrições automáticas em contas de menores para mitigar riscos de exposição a conteúdos sensíveis.
O posicionamento surge num momento de acrescida pressão regulatória e judicial, tanto nos Estados Unidos como na União Europeia, onde autoridades e grupos de pais acusam as grandes empresas de tecnologia de privilegiarem a retenção de audiência e as receitas publicitárias em detrimento da saúde mental da juventude. A Meta reitera, contudo, o compromisso de continuar a colaborar com peritos independentes e educadores para aperfeiçoar as suas plataformas.
Fonte- Lusa