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André Ventura bate com a porta ao CDS e justifica ataques sobre negócio das fragatas
Líder do Chega responde às exigências centristas, defende o escrutínio a um contrato de 3,9 mil milhões de euros e manifesta preocupação com o assalto ao seu gabinete na Assembleia da República.
Por Redação
Publicado em 21/08/2026 21:15
Nacional
Foto:Direitos Reservados

Lisboa, 21 ago 2026 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, recusou categoricamente este sábado apresentar qualquer pedido de desculpas ao CDS-PP e ao ministro da Defesa, Nuno Melo, no seguimento das críticas e acusações tecidas em torno do processo de aquisição de novas fragatas para a Marinha Portuguesa.

A reação surge em resposta ao deputado centrista João Almeida, que tinha exigido publicamente uma retratação do Chega. Em conferência de imprensa realizada na sede nacional do partido, em Lisboa, Ventura foi perentório ao afirmar que "era o que faltava" pedir desculpa por exercer a sua função de oposição, sublinhando que o seu dever é escrutinar detalhadamente onde e como é aplicado o dinheiro dos contribuintes — em particular num negócio militar avaliado em cerca de 3,9 mil milhões de euros. O líder do Chega rematou que só teria de se retratar perante os seus eleitores se optasse pelo silêncio perante uma das maiores empreitadas financeiras da Defesa Nacional.

No mesmo encontro com os jornalistas, André Ventura abordou ainda as recentes notícias sobre as alterações de chefia nos serviços de informação, expressando apreensão e apelando à total independência das secretas. Interrogado também sobre as investigações ao alegado assalto e vandalização do seu gabinete no parlamento, ocorrido no final de julho, o líder partidário revelou aguardar por desenvolvimentos do Ministério Público e confirmou que a Assembleia da República já procedeu ao reforço das medidas de segurança e ao bloqueio de acessos diretos àquela área do edifício.

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